Técnicos do IBAM deram o primeiro e grande passo para a implementação em campo do “Restaura Amazônia”. Uma equipe composta por dois engenheiros florestais, um biólogo e um ecólogo, esteve, na segunda quinzena de maio, em Rondônia e no Acre para visitas técnicas a instituições e comunidades com projetos de restauração ecológica selecionados nos Editais 2 e 3 deste fundo de financiamento. Estes projetos estão sendo iniciados agora e serão realizados ao longo dos próximos quatro anos. Vale lembrar que o Ibam é o gestor do Restaura Amazônia para a Macrorregião 1, que abrange as totalidades dos estados do Acre e Rondônia e o sul do Amazonas. Para tanto, o IBAM enviou uma equipe de quatro de seus técnicos para reconhecimento do território e de comunidades, que serão impactados ao longo dos próximos 48 meses, juntamente com as instituições executoras dos projetos selecionados. Em uma jornada de aproximadamente 15 dias, os especialistas em restauração ecológica e gestão de projetos do IBAM visitaram terras indígenas, assentamentos rurais e demais áreas especialmente protegidas, como: a Terra Indígena Igarapé Lourdes (etnia Gavião), a Terra Indígena Sete de Setembro (etnia Suruí); e a Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau (etnia Amondawa); além dos assentamentos rurais 18 de agosto, Padre Ezequiel e Itapirema – todas na região de Ji-paraná e municípios vizinhos, em Rondônia. Já na região de Porto Velho (RO), as visitas foram realizadas no assentamento Flor do Amazonas. No Acre, o reconhecimento das localidades aconteceu nas cidades de Rio Branco, Capixaba e Xapuri, na sede de instituições executoras e na Reserva Extrativista Chico Mendes.
Nesta primeira etapa das visitas técnicas à região, a agenda da equipe do Ibam priorizou um dia inteiro de visita para cada projeto, com total de 11 projetos visitados. No período da manhã, as atividades aconteceram na sede de cada instituição executora, com apresentação sobre a capacidade de gestão e esclarecimento de dúvidas, já na parte da tarde as atividades se concentraram em visita técnica nas áreas de campo destinadas à restauração ecológica de cada projeto e suas respectivas comunidades. O engenheiro florestal Mickael Machado e o biólogo Lucas Rodrigues concentraram suas ações principalmente no Acre, além de algumas visitas em Rondônia. Já a engenheira florestal Caroline Nunes e o ecólogo Rosan Fernandes atuaram intensamente em Rondônia.
Vale destacar que, na maioria das visitas de campo, as comunidades locais, grupos indígenas e famílias de agricultores, foram mobilizados para reuniões de apresentação dos respectivos projetos e da iniciativa Restaura Amazônia. Na ocasião, a equipe do Ibam pode verificar o envolvimento e a expectativas das comunidades com o início dos projetos, bem como os muitos benefícios que serão proporcionados, como apoio a restauração produtiva na forma de sistemas agroflorestais (SAFs), qualificação profissional, geração de renda, recuperação ambiental, revitalização de nascentes e demais.
Ao longo dos próximos anos, o IBAM acompanhará detalhadamente a cada projeto e o trabalho desenvolvido pelas instituições executoras, monitorando a implementação de todas as ações previstas, a partir da restauração ecológica e o fortalecimento das associações locais. O “Restaura Amazônia” tem como objetivo a recuperação da cobertura florestal do bioma Amazônia e dos inestimáveis serviços ambientais proporcionados pelas florestas, como manutenção da biodiversidade, qualidade e disponibilidade de recursos hídricos, redução da erosão, controle do microclima da região, redução de gases do efeito estufa como o dióxido de carbono da atmosfera, além do desenvolvimento profissional e a geração de oportunidades de emprego e renda para as comunidades, dentre outros benefícios socioambientais.
Somados todos os projetos, os trabalhos preveem a restauração de aproximadamente 1.340 hectares da Floresta Amazônica, com a aplicação de diferentes técnicas de restauração, como plantios diretos, semeaduras, regeneração natural assistida, SAFs e ações de consolidação da cadeia produtiva de restauração ecológica, fortalecendo as instituições, terras indígenas e os assentados contemplados nos projetos. Também estão previstas atividades de capacitação, assistência técnica e monitoramento ambiental ao longo da execução dos projetos, sob a responsabilidade das instituições executoras.
Com essa frente de trabalho em uma região estratégica para o país e para o planeta, o IBAM intensifica seu compromisso com a promoção da restauração ecológica, o fortalecimento socioeconômico de comunidades rurais e o desenvolvimento sustentável no bioma Amazônia. O escopo contribui para o alcance das metas nacionais de combate ao desmatamento e recuperação de ecossistemas degradados e, por conseguinte, para os compromissos ambientais globais dos quais o Brasil é signatário.
O “Restaura Amazônia” é uma iniciativa do BNDES, que utiliza recursos do Fundo Amazônia, entre outros doadores, para o financiamento não reembolsável de projetos de restauração ecológica com espécies nativas e/ou sistemas agroflorestais (SAFs). A proposta envolve o Arco da Restauração, com os estados do Acre, do Amazonas e de Rondônia (Macrorregião 1); de Mato Grosso e do Tocantins (Macrorregião 2); e Pará e Maranhão (Macrorregião 3).

